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Saúde Agora

Doutorando da USP descobre proteína que pode ajudar a combater HIV

A Pulchellina está presente na flora brasileira e teve êxito conjugada à ação de anticorpos

RIO – Um aluno de doutorado da Universidade de São Paulo (USP) fez uma descoberta que pode ajudar a combater células com HIV através de uma proteína, a Pulchellina, presente na flora brasileira. Em testes, ela foi capaz de combater células infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana após ter sido conjugada à ação de anticorpos usados especificamente na detecção do vírus.

A descoberta foi feita por Mohammad Sadraeian, que participa do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com um laboratório específico para o desenvolvimento de pesquisas com HIV, no Health Sciences Center da Louisiana State University (EUA).
O HIV se instala nos glóbulos brancos (leucócitos), células do sistema imunológico que defendem o organismo contra doenças, infecções e outras complicações, liberando proteínas que se distribuem na membrana externa dos leucócitos para enganar o sistema de defesa, transmitindo a mensagem de que as células infectadas estão sadias.

Existem medicamentos antirretrovirais que atuam na estabilidade do sistema imunológico. Mas, com base em informações divulgadas no portal do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e dos Hepatites Virais, o tratamento do HIV/AIDS é complexo, porque, embora aumentem a sobrevida e melhorem a qualidade de vida dos pacientes, os medicamentos que o compõem “precisam ser muito fortes para impedir a multiplicação do vírus no organismo”, podendo ocasionar efeitos colaterais, como, por exemplo, diarreia, vômitos, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo, agitação e insônia.

Os resultados mostraram que logo quando a proteína foi conjugada aos anticorpos, estes a guiaram para dentro dos glóbulos brancos infectados, os combatendo pela ação tóxica da proteína. Esta seria uma possível solução para o combate ao vírus HIV no próprio sangue.

Em reportagem para o site da USP, o orientador de Sadraeian, o professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães afirmou que a ideia de associar a proteína a uma tentativa de combater o HIV foi uma intuição aparentemente certeira de seu orientando.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde cerca de 36,7 milhões de pessoas viviam com HIV em 2015.

Fonte: O Globo

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