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Saúde Agora

Orientações: doença crônica – dicas, sintomas e tratamentos

A vida moderna nos encheu de doenças e distúrbios que podem ser meros inconvenientes ou se tornar um risco letal. Entre elas, há uma categoria chamada Doença Crônica.

Doença crônica é toda aquela que, não tendo cura, leva o paciente a uma série de tratamentos para amenizar sintomas e crises.

Um doente crônico não depende de atendimento emergencial, mas precisa, muitas vezes, de múltiplos serviços de saúde alinhados para lidar com o problema.

É importantíssimo que o sistema de saúde olhe para o doente crônico com atenção, pois há ali uma série de fatores que o torna dependente do atendimento médico.

No Brasil mais de 58 milhões de brasileiros possui algum tipo de problema de saúde de ordem crônica.

A doença crônica é um tipo de doença que não tem um ciclo de começo, meio e fim como outras tantas. Considera-se crônica toda doença que tem a duração de mais de 3 meses, mas em geral muitas delas sequer possuem chance de cura.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), são consideradas crônicas as doenças que têm uma ou mais das seguintes características:

– são permanentes,

– produzem incapacidade/deficiências residuais,

– são causadas por alterações patológicas irreversíveis,

– exigem uma formação especial do doente para a reabilitação, ou

– exigem longos períodos de supervisão, observação ou cuidados.

“O que diz a pesquisa do IBGE”

A doença campeã é a Hipertensão Arterial, presente em mais de 20% da população do país. Um dado alarmante é que nem todos fazem o tratamento adequado com medicação e acompanhamento médico da pressão.

Em segundo lugar aparecem os problemas de coluna, atingindo 18,5% da população brasileira com idade acima de 18 anos. Entre estes, mais de 16% admitem que as dores condicionam suas atividades de alguma maneira.

Outras doenças que apareceram no ranking foram: colesterol alto, depressão e diabetes, todas relacionadas ao estilo de vida moderno.

Há também outras doenças que podem surgir e tornarem-se crônicas, como a enxaqueca e a asma, por exemplo.

“5 Motivos pelos quais as pessoas não tratam a doença crônica”

– Falta de tempo para tantas consultas e exames

– Falta de recursos para manter um tratamento

– Falta de esclarecimento sobre sua doença

– Dificuldade de acessar o atendimento público de saúde

– Desacreditam no tratamento

“Efeitos psicológicos da doença crônica”

Desde o seu diagnóstico, que nem sempre acontece numa primeira ou segunda visita ao médico, até a definição do que será seu tratamento, são muitas as necessidades que a pessoa terá ao longo da vida.

Segundo a Psicóloga Nicole Rocha, a doença crônica infelizmente não produz impacto somente na questão física. Ela afirma que é muito comum pacientes portadores de doenças crônicas manifestarem tristeza excessiva, culpa, melancolia, dependência emocional, entre outras características.

O profissional da saúde, aqui, tem a missão de tornar a vida desse paciente mais fácil, pois lidar com uma doença crônica tem muitas implicações físicas e psicológicas.

Afinal, seja ela grave, como o câncer, ou mais simples, como uma rinite, a doença crônica tem muitos efeitos negativos, como:

– Queda da autoestima

– Depressão

– Mudança forçada no estilo de vida

– Apatia ou desânimo

Há, ainda, uma situação que pode causar dúvidas, mas que na temática central deve ser considerada: a dor crônica.

“Doença crônica gera dor crônica?”

A diferença entre dor e doença crônica é que a dor crônica não necessariamente se caracteriza por doença e sim um conjunto sintomático.

Geralmente, a dor crônica, decorre de algum trauma. Dificilmente há diagnóstico conclusivo acerca dessas dores.

Quando o paciente procura os médicos, no entanto, é levado a cumprir a mesma via sacra dos doentes crônicos até que seja feito um diagnóstico clínico da dor.

A situação pode ser ainda mais demorada e inconclusiva para o paciente do que no caso da doença. Isso porque, ao fazer exames completos, a doença é identificada e, portanto, o paciente pode ser orientado para o tratamento certo.

No caso da dor crônica, o diagnóstico só ocorre depois de ser eliminada qualquer chance de doença presente no organismo. Quando os resultados forem negativos para todas as suspeitas dos médicos, só então os profissionais poderão olhar para a possibilidade de se tratar de dores.

“E que dores seriam estas?”

De maneira geral, toda dor persistente, que apresenta um quadro típico de permanência por mais de 3 meses e que não responde a medicamentos comuns para dor pode ser considerada crônica.

Mas atenção: é importante consultar o médico para certificar-se da origem das dores, uma vez que vários problemas de saúde podem gerar sintomas semelhantes.

Diferentemente do que ocorre na dor aguda ou em doenças com um ciclo comum é que os tratamentos nesses casos costumam ser pontuais e eficazes em curto ou médio prazo.

No caso das dores e doenças crônicas, o quadro é o oposto.

A pessoa não obtém resultados com o mesmo tipo de tratamento e, na maioria das vezes, obriga-se a recorrer a uma série de profissionais diferentes da saúde para ter mais qualidade de vida.

Este, portanto, é o ponto chave na vida de todo paciente com um quadro crônico.

Uma pesquisa feita pela American Chronic Pain Foundation trouxe alguns dados alarmantes sobre isto:

– 86% dos pacientes avaliados apresentam distúrbios do sono. Ou seja, sofrem com sonolência constante e insônia, apresentando dificuldades para chegar ao sono reparador.

– 77% identificaram-se com sintomas de depressão.

– 74% confirmam sentirem-se sem energia para realizar tarefas simples do dia a dia.

Ainda os pesquisadores descobriram, com este estudo, que mais da metade das pessoas analisadas alegam que as dores tiram a satisfação em realizar coisas que antes eram prazerosas (Fonte: https://theacpa.org/).

Mas de onde surgem essas dores? Os médicos apontam para algumas causas possíveis, veja:

“5 Principais causas de dores crônicas”

Distúrbios do sono

Uma rotina desregrada do sono, poucas horas de descanso, estímulos antes de dormir, tudo isso prejudica a qualidade do sono. Como resultado, o organismo não tem condições de fazer a reparação dos tecidos e isso aumenta a sensibilidade à dor.

Má alimentação

Alimentos processados, cheios de conservantes artificiais e substâncias químicas podem alterar seu metabolismo e causar uma série de problemas.

Um deles é que, sem os nutrientes adequados e o bom funcionamento do organismo, o corpo se fragiliza gerando dores.

Trauma emocional

É sabido que muitas dores e até mesmo doenças crônicas graves como o câncer podem ser originados de traumas emocionais. Isso porque o corpo somatiza as emoções e o estresse se transforma em um veneno perigoso.

Deficiência de magnésio

A falta desse nutriente no organismo fragiliza o sistema neurológico. Presente em frutas como a banana e o abacate, além de sementes, nozes, amendoim, soja e castanhas, o magnésio bloqueia um neurotransmissor que torna os neurônios hipersensível a dores de maneira geral.

Outros alimentos ricos em magnésio são: espinafre, batatas, peixe, beterraba, granola e aveia.

“Medicamentos”

Alguns medicamentos, com o uso constante, podem provocar efeitos colaterais diversos. Um desses efeitos é a sensibilidade para a dor. Procure evitar a automedicação e informe seu médico caso tenha percebido uma relação entre o surgimento das dores no corpo e o uso de remédios.

Diante disso, a causa pode ajudar na descoberta e compreensão da dor ou da doença adquirida. E é a partir daí que o paciente deve buscar por mais qualidade de vida.

“Como ter qualidade de vida com doença crônica”

Diante do quadro de doença sem cura, muita coisa passa na cabeça do paciente. É natural ficar angustiado e temeroso sobre o futuro.

“Como viver com esse estigma?”

A idéia principal é tentar se dissociar do diagnóstico. O acompanhamento psicológico tende a ajudar neste sentido, pois será necessária uma mudança de postura diante da doença.

O segundo passo é adicionar à sua rotina uma série de mudanças positivas que vão reduzir sintomas.

Inicialmente parecerão dicas superficiais. Mas ao serem colocadas em prática e levadas a rigor todos os dias, essas práticas irão promover mudanças significativas emocionais e físicas.

Mas é claro que isto é apenas parte do processo. As doenças crônicas necessitam de tratamento e precisam ser acompanhadas por médicos especialistas nas áreas relacionadas.

Veja como proceder no tratamento de dores e doenças crônicas:

Seja para tratamento de doenças ou dores crônicas, é importante que o paciente tenha acesso a uma gama de serviços interdisciplinares. O atendimento clínico deve ser combinado com atendimentos da psicologia, fisioterapia, nutrição ou outros.

Para muitas doenças crônicas, a medicação é fornecida pelo SUS mediante cadastro do paciente. É válido fazer uso desse benefício, sobretudo porque a medicação é contínua e, muitas vezes, bastante cara.

Médicos cardiologistas, pneumologistas, alergologistas, reumatologistas, especialistas em geriatria, oncologia, urologia, gastroenterologista e ginecologia são alguns dos que poderão ajudar o paciente a fazer o tratamento adequado.

No que se refere ao acompanhamento psicológico, que é importante em todos os casos, o paciente poderá buscar aquele atendimento com o qual se identifica. Nicole Rocha sugere a Psicanálise como uma abordagem que pode oferecer ao paciente outra visão sobre o momento que ele enfrenta. “A Psicanálise ajuda o paciente a ressignificar a doença e sua vivência após o diagnóstico”, frisa.

Há terapias como a acupuntura, massagens, hidroterapia e outras que podem ajudar e trazer alívio ao paciente. Estas, portanto, podem ser indicadas como complementares ao tratamento.

Recapitulando, nós procuramos trazer informações seguras sobre como reconhecer doenças ou dores crônicas. Também indicamos quais são os caminhos para ter uma vida com mais qualidade convivendo com a doença.

É possível tomar algumas atitudes simples para mudar seus hábitos e se tornar mais saudável.

Falamos sobre a importância de buscar atendimento interdisciplinar alinhando várias especialidades para aliviar os sintomas da doença. E, por fim, ressaltamos a necessidade de buscar suporte psicológico como parte crucial do tratamento.

Para finalizar, caso o paciente não tenha condições de ter atendimento particular e não tenha plano de saúde adequado para o seu tratamento, há a possibilidade de recorrer a meios alternativos.

O importante é que o paciente procure ajuda profissional quando identificar os sintomas que descrevemos.

Lembrando que estes são sintomas genéricos que indicam que algo vai mal com seu organismo.

Para diagnosticar doenças severas como problemas cardíacos ou câncer, há sintomas específicos que não devem ser ignorados.

Espero que estas orientações tenha sido útil para você.

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