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Saúde Agora

EUA aprovam 1ª pílula digital, que ‘vigia’ se a pessoa tomou remédio

Washington, EUA. As autoridades federais americanas autorizaram a comercialização do primeiro comprimido eletrônico, capaz de indicar se o paciente tomou o remédio e quando tomou.

Um sensor inserido na pílula emite um sinal que permite determinar a hora e a data em que a medicação foi ingerida, informou a Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) em um comunicado divulgado nesta terça-feira (14).

Esse sistema de rastreamento foi autorizado para um tratamento contra a esquizofrenia, manias agudas e transtorno bipolar. Trata-se do aripiprazol, comercializado sob o nome de Abilify desde 2002. A versão eletrônica se chama Abilify MyCite.

Mecanismo. Uma vez ingerida a pílula, seu sensor, composto de cobre, magnésio e silício (ingredientes seguros encontrados nos alimentos), emite um sinal elétrico ao entrar em contato com os líquidos do estômago. Depois de alguns minutos, esse impulso elétrico é captado por um adesivo colocado na região esquerda do tórax.

O adesivo, que deve ser substituído toda semana, transmite, então, a informação para um aplicativo, que permite aos pacientes comprovar em seu celular a ingestão do medicamento em seu celular. Os pacientes também podem permitir o acesso de seus médicos e familiares ao sistema por meio de um site.

“O possível rastreamento da ingestão de medicamentos receitados pode ser útil para pessoas com enfermidades mentais”, afirmou Mitchell Mathis, diretor da Divisão de Tratamentos Psiquiátricos do Centro de Pesquisa e Avaliação de Medicamentos da FDA.

No entanto, a própria FDA assinala que esse sistema de rastreamento ainda não demonstrou capacidade de melhorar a ingestão regular de medicamentos.

O uso dessa estratégia para pacientes com maior incidência de esquecimento do uso da medicação, na avaliação do professor do departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rodrigo Nicolato, pode ser uma tendência “interessante”. No entanto, ele acredita que seja fundamental investir na psicoeducação e a boa relação entre o médico e o paciente. “O convencimento do paciente sobre a importância do tratamento ainda é a principal ‘tecnologia’”, diz.

O Abilify MyCite é comercializado pelo grupo farmacêutico japonês Otsuka Pharmaceutical. Já o sensor e o patch são fabricados pela norte-americana Proteus Digital Health. (Com Litza Mattos)

Tecnologia é alternativa para a não adesão aos medicamentos

Washington. Especialistas ouvidos pelo jornal “The New York Times” estimam que a chamada “não adesão” aos medicamentos gera um custo de cerca de US$ 100 bilhões por ano – na maior parte porque os pacientes precisam de tratamento adicional ou hospitalização.

“Quando os pacientes não aderem ao estilo de vida ou medicação que foram receitados a eles, há consequências negativas significativas para o paciente e muito onerosas”, disse William Shrank, diretor médico da Divisão de Planos de Saúde do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh.

No entanto, o psiquiatra Peter Kramer, autor do livro “Listening to Prozac” (“Escutando o Prozac”, em tradução livre) levanta a questão “dedo-duro” do medicamento. “A ‘droga digital’ soa como uma ferramenta potencialmente coercitiva”.

Fonte: otempo.com.br

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