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Saúde da Mulher

Você é o que você se diz: a ciência do diálogo interno

Você é o que você se diz: a ciência do diálogo interno 1

A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades.

E também determina a tomada de decisões

Se você quiser variar a percepção que tem sobre você, precisa alterar seu diálogo interior. A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades e determina a tomada de decisões. A autoafirmação, ou pensar coisas positivas sobre nós mesmos, é uma ferramenta muito útil para reforçar a autoestima. Entretanto, não vale qualquer comentário. Já ficou comprovado que frases como “aguento tudo” ou “sou uma pessoa superagradável” não ajudam muito. Quem as expressa não está realmente convencido disso, então essas expressões podem ter efeito contrário. A ciência do diálogo interior nos dá pistas sobre as técnicas que tornam nossas autoafirmações eficazes: devemos imaginar futuras situações agradáveis e nos tratar na segunda pessoa. Vejamos em mais detalhe.

A resposta foi diferente entre aqueles que imaginavam aspectos aos quais não dão tanto valor. O mais revelador da pesquisa ocorreu quando se solicitou aos voluntários que pensassem em situações futuras. Nesses casos, ativaram-se as áreas associadas ao pensamento sobre o eu (o córtex pré-frontal medial e cingulado posterior). Os cientistas chegaram à conclusão de que pensar em nós mesmos em situações agradáveis futuras, abordando aspectos que nos importam, nos fornece uma energia extraordinária para tomar decisões. Ou seja, se estamos atravessando um mau momento e nos emitimos uma autoafirmação como “quando tudo isso passar, vamos nos divertir com os amigos”, ganharemos forças.

Outra pesquisa curiosa, dirigida por Ethan Kross, da Universidade de Michigan (EUA), centrou-se na forma como nos falamos. Um dia Kross ia dirigindo e um sinal ficou vermelho à sua frente. Ao invés de parar, ele seguiu, e disse a si mesmo: “Ethan, você é um idiota”. Como bom psicólogo, percebeu que havia se tratado na segunda pessoa. Não pensou: “Sou um idiota”, como poderia se referir em outras ocasiões. Aquilo o motivou a analisar qual era o impacto dessa mudança. Para descobrir, fez um experimento: pediu a um grupo de voluntários que preparassem um discurso complexo em apenas cinco minutos. Enquanto o escreviam, uma parte do grupo foi informada que esse diálogo interno tinha que ser em primeira pessoa. Outros foram orientados durante a preparação a se dirigirem a si mesmos na segunda pessoa, e inclusive que se chamassem por seus nomes. Depois, analisou suas reações e a forma como enfrentaram o problema.

Os integrantes do primeiro grupo, aqueles que se dirigiam a si mesmos com o eu, reconheceram se sentir frustrados. Durante a preparação do discurso, repetiam a si mesmos: “Como vou conseguir aprender isto em cinco minutos?”; “como vou ser capaz de memorizar tudo sem anotações?”. Os voluntários do segundo grupo, entretanto, tinham mais probabilidades de se dar apoio e até conselhos. Eles diziam a si mesmos: “Vai, João, você pode se esforçar para fazer um bom trabalho!”; “Maria, você já superou desafios mais difíceis!”. Deste modo, Kross comprovou que, quando tratamos a nós mesmos na segunda pessoa perante situações complicadas, tomamos uma maior distância das emoções e somos mais racionais. De algum modo, e graças a esta fórmula, melhoramos a capacidade de nos vermos de fora e aprendemos a não nos afogarmos em um copo d’água diante dos problemas.

 

Fonte: www.brasil.elpais.com

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